quinta-feira, 3 de outubro de 2013

                GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO

Depois de quase três séculos sob domínio colonial espanhol, os habitantes do 

Vice-Reino da Nova Espanha começaram a exigir a independência da sua nação 

devido a divergências políticas e religiosas com a coroa. No início do século XIX

este sentimento ganhou força entre a elite da Cidade do México e, depois de 

algumas tentativas falhadas, a guerra foi declarada na madrugada de 16 de 

setembro de 1810 pelo padre Miguel Hidalgo y Costilla na paróquia de Dolores

Hidalgo, estado de Guanajuato (está declaração ficou conhecida como ''Grito 

de Dolores'').

O conflito prolongou-se por oito anos e esteve longe de ser um movimento

. Começou quase como se de uma guerra religiosa se tratasse

sendo liderada por sacerdotes. No entanto passado pouco tempo tornou-se uma 

guerra republicana, tendo o exército realista praticamente posto fim á 

contenda após um par de anos. A luta independentista passou então a fazer-se

sob a forma de uma guerra de guerrilha confinada ás montanhas do sul até que

um hábil coronel realisya de nome Agustín de Iturbide negociou alianças com 

quase todas as facções combatentes (incluindo o governo do vice-reino) tendo 

conseguido a independência de 1821, ainda que o reconhecimento formal de 

Espanha só tenha ocorrido em 28 de abril de 1836.

A antiga colônia espanhola passou a ser, de forma bastante efémera, uma 

monarquia constitucional católica com a designação de Império Mexicano o 

qual, após a independência das províncias da América Central bem como de 

alguns conflitos internos, se converteria numa república federal.



Miguel Hidalgo e o início do movimento de insurgência

A figura central e principal instigador da independência do México foi

Miguel Hidalgo y Costilla padre na pequena paróquia, logo após a sua 

ordenação como sacerdote, Hidalgo começou a promover o levantamento

popular de índios e mestiços contra os espanhóis abastados, os fazendeiros e os

aristocratas. Cedo compreendeu a necessidade de diversificação das atividades

industriais em Guanajuato, cuja economia estava tradicionalmente centrada na

indústrias mineiradora. Ao mesmo tempo, durante os sete anos que passou em 

Dolores, Hidalgo promoveu grupos de discussão em sua casa, onde eram bem-

vindos indígenas, mestiços, ''criollos'' (de origem espanhola, mas nascidos em 

Nova Espanha) e peninsulares. Os temas abordados nestas discussões eram 

acontecimentos da época, ao quais Hidalgo juntava as suas opiniões sociais e

econômicas. O movimento independentista nasceu destas discussões informais

e era dirigido contra o domínio político e econômico espanhol sobre a Nova

Espanha.

Os planos independentistas foram descobertos pelo governo central, 

sendo os conspiradores alertados por Josefa Ortiz de Domínguez, mulher do 

Corregedor de Querétaro, de que havia ordens de captura emitidas contra eles.
Pressionado por estes novos acontecimentos, Hidalgo decidiu iniciar 

imediatamente a luta pela independência, na manhã do dia 16 de setembro de

1810 (sendo esta a data em que o México celebra a sua independência). Os

sinos tocaram a rebate chamando a população a quem Hidalgo pediu que se

juntassem á luta contra o governo espanhol e peninsulares, com seu famoso 

grito de Dolores: '' Viva a Virgem de Guadalupe! Morte ao mau governo! Viva 

Fernando VVII !''. A população respondeu entusiasticamente e de imediato uma

multidão começou a marchar em direção a capital regional, Guanajuato. Os 

mineiros de Guanajuato juntaram-se aos trabalhadores de Dolores no massacre

de todos os peninsulares que ofereceram resistência, incluindo o intendente, 

dirigente colonial na região.

A partit de Guanajuato as forças independentistas marcharam até a

Cidade do México depois de terem capturado Zacatecas, San Luís Potosí e 

Valladolid. Em 30 de outubro de 1810 foram enfrentados pelas forças realistas

em Monte de Las Cruces e apesar da vitória dos independentistas, estes 

perderam o impulso inicial, fracassando na sua intenção de tomar a cidade do 

México. Após várias vitórias, as forças insurgentes dirigiram-se em direção ao

norte, com destino ao Texas.

- Em março do ano seguinte, os insurgentes foram emboscados e feitos prisioneiros em Monclova, no estado de Coahuila.

- Hidalgo, sendo sacerdote, foi julgado pela Santa Inquisição e declarado culpado de heresias e traição, sendo condenado á morte, seria fuzilado no dia 31 de julho de 1811.
- O seu corpo seria depois mutilado e sua cabeça exposta publicamente em Guanajuato, como advertência aos possíveis insurgentes.











segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Rosseau



*Introdução

*Jean-Jacques Rousseau foi um importante filósofo, teórico político e escritor suíço. Nasceu em 28 de junho de 1712 na cidade de Genebra (Suíça) e morreu em 2 de julho de 1778 em Ermenoville (França). É considerado um dos principais filósofos do iluminismo , sendo que suas ideias influenciaram a Revolução Francesa (1789).
*Biografia e ideias* Rousseau não conheceu a mãe, pois ela morreu no momento do parto. Foi criado pelo pai, um relojoeiro, até os 10 anos de idade. Em 1722, outra tragédia familiar acontece na vida de Rousseau, a morte do pai. Na adolescência foi estudar numa rígida escola religiosa. Nesta época estudou muito e desenvolveu grande interesse pela leitura e música. No final da adolescência foi morar em Paris e, na fase adulta, começou a ter contatos com a elite intelectual da cidade. Foi convidado por Diderot para escrever alguns verbetes para a Enciclopédia. No ano de 1762, Rousseau começou a ser perseguido na França, pois suas obras foram consideradas uma afronta aos costumes morais e religiosos. Refugiou-se na cidade suíça de Neuchâtel. Em 1765, foi morar na Inglaterra a convide do filósofo David Hume. De volta à França, Rousseau casou-se com Thérèse Levasseur, no ano de 1767. Escreveu, além de estudos políticos, romances e ensaios sobre educação, religião e literatura. Sua obra principal é "Do Contrato Social". Nesta obra, defende a ideia de que o ser humano nasce bom, porém a sociedade o conduz a degeneração. Afirma também que a sociedade funciona como um pacto social, onde os indivíduos, organizados em sociedade, concedem alguns direitos ao Estado em troca de proteção e organização. *Obras principais* - Discurso Sobre as Ciências e as Artes - Discurso Sobre a Origem da Desigualdade Entre os Homens - Do Contrato Social - Emílio, ou da Educação - Os Devaneios de um Caminhante Solitário *Frases* - "O mais forte não é suficientemente forte se não conseguir transformar a sua força em direito e a obediência em dever" - "Vosso filho nada deve obter porque pede, mas porque precisa, nem fazer nada por obediência, mas por necessidade" - "A razão forma o ser humano, o sentimento o conduz." - "O homem de bem é um atleta a quem dá prazer lutar nu." - "O maior passo em direção ao bem é não fazer o mal." - "Bastará nunca sermos injustos para estarmos sempre inocentes?" - "A paciência é muito amarga, mas seus frutos são doces." - "As boas ações elevam o espírito e predispõem-no a praticar outras". - "Quem enrubesce já é culpado; a verdadeira inocência não tem vergonha de nada." - "O ser humano verdadeiramente livre apenas quer o que pode e faz o que lhe agrada." - "Para conhecer os homens é preciso vê-los atua

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

                         A REVOLUÇÃO INGLESA

No final do século XV, a Inglaterra passou por uma guerra (Guerra das Duas Rosas) entre 2 famílias (Lancaster e York) que disputavam o trono. Por isso, o absolutismo inglês teve início com o rei Henrique VII, que tinha laços de parentesco com as duas famílias e recebeu apoio da burguesia. Ele foi o fundador da Dinastia TUDOR.No reinado de Elizabeth I (1558-1603) o país se desenvolveu muito, principalmente por causa do incentivo à expansão colonial inglesa (inclusive à pirataria). Mas com sua morte, não houve descendentes diretos, e seu primo, Jaime I (que era rei da Escócia) se tornou rei, dando início à dinastia dos STUART. Ao perceber que o absolutismo não interessava mais, a burguesia e a nobreza rural (gentry) passaram a questioná-lo. A Inglaterra no século XVII era uma monarquia absolutista, mas possuía um parlamento. Ou seja: o rei não podia tomar decisões sozinho como na França. O Parlamento era comporto pela Câmara dos Lordes (clero e nobreza – que detinham o poder político) e Câmara dos Comuns (nobreza rural (gentry), pequenos e médios proprietário rurais (yeomen) e burguesia – que detinham o poder econômico). Só quem possuía propriedades poderia fazer parte do parlamento, logo, a maior parte da população (camponeses e trabalhadores urbanos) não poderiam influenciar nas decisões. Apesar do Parlamento, o rei detinha bastante poder: ele poderia convocar o parlamento quando quisesse, também comandava a Igreja Anglicana (lembra da reforma?) e as decisões militares.
Em 1628 os parlamentares aprovaram a PETIÇÃO DE DIREITOS, restringindo o poder do rei sobre os impostos e sobre o exército. O rei, Carlos I, não concordou e dissolveu o Parlamento, passando a governar com um Conselho Privado, que perseguia os opositores (que acabaram fugindo para a América).Em 1640, Carlos I foi obrigado a convocar o Parlamento por causa de uma revolta escocesa. O Parlamento aproveitou a situação para aprovar uma lei que proibia o rei de dissolver o parlamento. Esses acontecimentos acabaram desencadeando a revolução.A Revolução Inglesa pode ser dividida em 4 fases:1ª FASE – Guerra Civil (1642-1648)Irritado com a oposição parlamentar, Carlos I mandou sua guarda invadir a sede do parlamento e prender seus principais líderes. Estes, por sua vez, organizaram tropas para lutar contra as forças do rei. Teve início, então, a guerra civil .
Na divisão das forças em conflito, estavam do lado do rei, principalmente, a nobreza anglicana e a católica. Do lado do parlamento estavam, basicamente, a burguesia, a gentry , os camponeses pobres e os yeomen . As tropas do parlamento foram lideradas por Oliver Cromwel, que organizou o New Model Army , cujos postos de comando eram conquistados por merecimento militar e não pela origem dfamília,como ocorria no exército organizado pelo monarca. A adoção desse critério estimulou os combatentes, contribuindo para o fortalecimento das tropas parlamentares. A guerra civil chegou ao fim com a vitória das tropas do parlamento. O rei Carlos I foi preso e condenado à morte, sendo decapitado em 30 de janeiro de 1649.
Regime republicano (1649-1659)Após esmagar as oposições, Oliver Cromwell instalou na Inglaterra o regime republicano, comandando o país de 1649 a 1658. A república ditatorial de Cromwell ficou conhecida como protetorado.Entre os acontecimentos que marcaram esse período, destacam-se:• Formação da Comunidade Britânica (1651) – Inglaterra, Irlanda, Escócia e País de Gales foram unificados numa só república (chamada de Comunidade Britânica), sob o comando de Cromwell;
• Decreto do Ato de Navegação (1651) – Por esse decreto, Cromwell determinou que todas as mercadorias importadas ou exportadas pela Inglaterra deveriam ser transportadas por navios ingleses. Seu objetivo era favorecer o desenvolvimento da marinha inglesa e dominar o transporte marítimo mundial. • Guerra contra os holandeses (1652-1654) – O Ato de Navegação acarretou muito prejuízos aos holandeses, que obtinham grande lucro com o transporte marítimo de produtos coloniais para a Inglaterra. Os holandeses declararam guerra contra os ingleses, mas foram derrotados. A Inglaterra tornou-se, então, a maior potência naval do mundo. • Estabelecimento do título de Lorde Protetor (1653) – Oliver Cromwell assumiu o título de Lorde Protetor da Comunidade Britânica. Seu cargo tornou-se vitalício e hereditário .Após a morte de Cromwell (1658), seu filho, Ricardo, assumiu o poder, dando continuidade ao governo republicano.3ª FASE – Restauração Monárquica (1660-1688)Após a morte de Oliver Cromwell, seu filho Ricardo assumiu o poder. Mas Ricardo não tinha a mesma habilidade política e administrativa de seu pai. Manteve-se no poder por apenas oito meses, sendo deposto pelos principais chefes militares que agiam em sintonia com o parlamento. A agitação política voltou a tomar conta do país. O parlamento decidiu, então, restaurar a dinastia dos Stuart, convidando Carlos II para assumir o trono britânico. O rei, entretanto, deveria governar sob o domínio político do parlamento. O período da restauração monárquica dos Stuart estendeu-se pelos reinados de Carlos II (1660-1685) e de seu irmãos Jaime II (1685-1688). Em seu governo, Jaime II tentou restabelecer o absolutismo e ampliar a influência do catolicismo. Com isso, novos conflitos surgiram entre os grupos sociais que apoiavam o parlamento e os que apoiavam a monarquia e desejavam o absolutismo.4ª FASE – Revolução Gloriosa (1688-1689)Temendo a volta do absolutismo, a maioria do parlamento decidiu tirar o poder do rei Jaime II. Para isso, estabeleceu um acordo com o príncipe holandês Guilherme de Orange (casado com Maria Stuart, filha de Jaime II), que assumiria o trono inglês com a condição de que respeitasse os poderes do parlamento. A luta entre as forças de Guilherme de Orange e as tropas de Jaime II ficou conhecida como Revolução Gloriosa (1688-1689), que culminou com a derrota do monarca inglês. Com o título de Guilherme III, Orange assumiu o trono britânico. Teve, entretanto, de assinar a Declaração de Direitos, na qual o parlamento limitava seus poderes em vários aspectos. O rei não poderia, por exemplo, suspender lei alguma nem aumentar impostos sem a aprovação dos parlamentares. Estabelecia-se, assim, a superioridade da lei sobre a vontade do rei: era o fim do absolutismo monárquico. Após a Revolução Gloriosa, instalou-se a monarquia parlamentar na Inglaterra. Para sintetizar a situação da monarquia no país, tornou-se costume dizer que, na Inglaterra “o rei reina mas não governa”.



Alunas : Amanda Dias Lúcio, Ana Carolini, Bruna Sthepani, Eduarda Cantelle, Evelyn Silva, Gabriel Lucas, Maria Catharine, Mariane Fogaça e Thalita Silva. 7ªB.