GUERRA DA INDEPENDÊNCIA DO MÉXICO
Depois de quase três séculos sob domínio colonial espanhol, os habitantes do
Vice-Reino da Nova Espanha começaram a exigir a independência da sua nação
devido a divergências políticas e religiosas com a coroa. No início do século XIX
este sentimento ganhou força entre a elite da Cidade do México e, depois de
algumas tentativas falhadas, a guerra foi declarada na madrugada de 16 de
setembro de 1810 pelo padre Miguel Hidalgo y Costilla na paróquia de Dolores
Hidalgo, estado de Guanajuato (está declaração ficou conhecida como ''Grito
de Dolores'').
O conflito prolongou-se por oito anos e esteve longe de ser um movimento
. Começou quase como se de uma guerra religiosa se tratasse
sendo liderada por sacerdotes. No entanto passado pouco tempo tornou-se uma
guerra republicana, tendo o exército realista praticamente posto fim á
contenda após um par de anos. A luta independentista passou então a fazer-se
sob a forma de uma guerra de guerrilha confinada ás montanhas do sul até que
um hábil coronel realisya de nome Agustín de Iturbide negociou alianças com
quase todas as facções combatentes (incluindo o governo do vice-reino) tendo
conseguido a independência de 1821, ainda que o reconhecimento formal de
Espanha só tenha ocorrido em 28 de abril de 1836.
A antiga colônia espanhola passou a ser, de forma bastante efémera, uma
monarquia constitucional católica com a designação de Império Mexicano o
qual, após a independência das províncias da América Central bem como de
alguns conflitos internos, se converteria numa república federal.
Vice-Reino da Nova Espanha começaram a exigir a independência da sua nação
devido a divergências políticas e religiosas com a coroa. No início do século XIX
este sentimento ganhou força entre a elite da Cidade do México e, depois de
algumas tentativas falhadas, a guerra foi declarada na madrugada de 16 de
setembro de 1810 pelo padre Miguel Hidalgo y Costilla na paróquia de Dolores
Hidalgo, estado de Guanajuato (está declaração ficou conhecida como ''Grito
de Dolores'').
O conflito prolongou-se por oito anos e esteve longe de ser um movimento
. Começou quase como se de uma guerra religiosa se tratasse
sendo liderada por sacerdotes. No entanto passado pouco tempo tornou-se uma
guerra republicana, tendo o exército realista praticamente posto fim á
contenda após um par de anos. A luta independentista passou então a fazer-se
sob a forma de uma guerra de guerrilha confinada ás montanhas do sul até que
um hábil coronel realisya de nome Agustín de Iturbide negociou alianças com
quase todas as facções combatentes (incluindo o governo do vice-reino) tendo
conseguido a independência de 1821, ainda que o reconhecimento formal de
Espanha só tenha ocorrido em 28 de abril de 1836.
A antiga colônia espanhola passou a ser, de forma bastante efémera, uma
monarquia constitucional católica com a designação de Império Mexicano o
qual, após a independência das províncias da América Central bem como de
alguns conflitos internos, se converteria numa república federal.
Miguel Hidalgo e o início do movimento de insurgência
A figura central e principal instigador da independência do México foi
Miguel Hidalgo y Costilla padre na pequena paróquia, logo após a sua
ordenação como sacerdote, Hidalgo começou a promover o levantamento
popular de índios e mestiços contra os espanhóis abastados, os fazendeiros e os
aristocratas. Cedo compreendeu a necessidade de diversificação das atividades
industriais em Guanajuato, cuja economia estava tradicionalmente centrada na
indústrias mineiradora. Ao mesmo tempo, durante os sete anos que passou em
Dolores, Hidalgo promoveu grupos de discussão em sua casa, onde eram bem-
vindos indígenas, mestiços, ''criollos'' (de origem espanhola, mas nascidos em
Nova Espanha) e peninsulares. Os temas abordados nestas discussões eram
acontecimentos da época, ao quais Hidalgo juntava as suas opiniões sociais e
econômicas. O movimento independentista nasceu destas discussões informais
e era dirigido contra o domínio político e econômico espanhol sobre a Nova
Espanha.
Os planos independentistas foram descobertos pelo governo central,
sendo os conspiradores alertados por Josefa Ortiz de Domínguez, mulher do
Corregedor de Querétaro, de que havia ordens de captura emitidas contra eles.
Pressionado por estes novos acontecimentos, Hidalgo decidiu iniciar
imediatamente a luta pela independência, na manhã do dia 16 de setembro de
1810 (sendo esta a data em que o México celebra a sua independência). Os
sinos tocaram a rebate chamando a população a quem Hidalgo pediu que se
juntassem á luta contra o governo espanhol e peninsulares, com seu famoso
grito de Dolores: '' Viva a Virgem de Guadalupe! Morte ao mau governo! Viva
Fernando VVII !''. A população respondeu entusiasticamente e de imediato uma
multidão começou a marchar em direção a capital regional, Guanajuato. Os
mineiros de Guanajuato juntaram-se aos trabalhadores de Dolores no massacre
de todos os peninsulares que ofereceram resistência, incluindo o intendente,
dirigente colonial na região.
A partit de Guanajuato as forças independentistas marcharam até a
Cidade do México depois de terem capturado Zacatecas, San Luís Potosí e
Valladolid. Em 30 de outubro de 1810 foram enfrentados pelas forças realistas
em Monte de Las Cruces e apesar da vitória dos independentistas, estes
perderam o impulso inicial, fracassando na sua intenção de tomar a cidade do
México. Após várias vitórias, as forças insurgentes dirigiram-se em direção ao
norte, com destino ao Texas.
- Em março do ano seguinte, os insurgentes foram emboscados e feitos prisioneiros em Monclova, no estado de Coahuila.
- Hidalgo, sendo sacerdote, foi julgado pela Santa Inquisição e declarado culpado de heresias e traição, sendo condenado á morte, seria fuzilado no dia 31 de julho de 1811.
- O seu corpo seria depois mutilado e sua cabeça exposta publicamente em Guanajuato, como advertência aos possíveis insurgentes.
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